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MAUÁ disputa APO e Concrebol durante 51ª Congresso do Instituto Brasileiro de Concreto (IBRACON)

05.10.2009 às 12:18

Concursos contribuem para a pesquisa e aprimoramento do concreto

Dez alunos do curso de Engenharia Civil representarão o Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia nas competições realizadas simultaneamente ao 51º Congresso do Instituto Brasileiro do Concreto – IBRACON, os concursos Aparato de Proteção ao Ovo - APO e Concrebol, que acontecem de 06 a 10 de outubro em Curitiba, PR. Na coordenação das equipes, a professora Cássia Silveira de Assis admite que a Mauá é sempre vista como um forte competidor nesses eventos, mas assinala que o interesse da Instituição não é só ganhar. “Temos que participar, competir e o mais importante, para nós, é a evolução dos alunos, ano a ano. Que eles percebam o quanto é importante serem pró-ativos”, afirma.

Responsável pela orientação das equipes, o professor Márcio Joaquim Estefano de Oliveira explica que em ambos os concursos o objetivo é que os alunos se envolvam com a pesquisa e o aprimoramento do material ‘concreto’. “Para o leigo o concreto pode ser feito por qualquer pessoa e, de fato, pode. Porém, nessa condição, ele é extremamente limitado e só pode ser empregado em obras de pequeno porte, sem responsabilidade técnica. Já o concreto desenvolvido para o APO e o Concrebol - chamado de CAD - Concreto de Alto Desempenho e CAR - Concreto de Alta Resistência - pertence aos chamados materiais de última geração, e chega a ser até 20 vezes mais resistente que o concreto convencional aplicado em edifícios comuns”, afirma, acrescentando que essa performance é possível graças às pesquisas realizadas em todo o mundo com o auxílio da Ciência dos Materiais e da Nanoengenharia.

Com relação à participação das equipes nas competições, a expectativa da coordenadora é bastante positiva. “Acreditamos que os alunos possam obter uma boa classificação. Os protótipos são competitivos, nas duas categorias. No Concrebol, por exemplo, são duas fases: estética e de qualidade (performance) e o grupo desenvolveu dois protótipos, um para cada fase”, explica Cássia Silveira de Assis. O empenho dos alunos também é exaltado pela professora Cássia de Assis. Graças ao envolvimento demonstrado, será possível a presença de todos em Curitiba. “Especialmente neste ano estamos muito felizes com o grupo, porque eles se organizaram, dividiram as tarefas e conseguiram o patrocínio que vai garantir que todos participem”. Parte dos recursos necessários à participação da equipe é fornecida pela Mauá.

A equipe da Mauá que competirá no Concrebol é formada pelos alunos Danilo de Mattos Alves Silva, Rafael Pane Michelleto e Ricardo Yudi Yoshida, da 4ª série de Engenharia Civil. Já a equipe do APO  é composta pelos estudantes da 3ª série de Engenharia Civil Carolina Ribeiro da Silva, Juliana Paias; Leandro Soriani Lima, Mariane Minematsu Sunao, Maria Tereza Vergueiro Fonseca, Patrícia Felipe Caminhola  e Vladimir Chvojka Neto. A presença de alunos da 3ª série no grupo é importante para que o trabalho possa ter continuidade no ano seguinte. “Assim eles não começam do zero, a base permanece, embora as regras mudem todo ano”, assinala a coordenadora.

As competições - O Aparato de Proteção ao Ovo - APO foi lançado pelo IBRACON em 1994, durante a 35ª edição do Congresso Brasileiro do Concreto. Denominado originalmente Prêmio "Professor Telêmaco Hippolyto de Macedo Van Langendonck", visa estimular os estudantes a projetar e construir uma peça de concreto - um pórtico - que seja capaz de suportar uma carga que lhe é imposta ao ser arremessada de alturas crescentes. Sob o pórtico é colocado um ovo (cozido) que deve terminar a competição intacto, sem quebrar. O objetivo é levar os competidores a refletirem sobre a segurança das estruturas: o ovo representa a vida humana sob o pórtico de concreto.

Em 2004 começou a ser disputado o Concrebol. O concurso, que tem por base uma competição semelhante realizada pelo American Concrete Institute - ACI, tem por objetivo incentivar os estudantes a construírem uma bola de concreto simples, com dimensões pré-estabelecidas, que seja capaz de rolar em uma trajetória retilínea. Conforme a organização, a intenção do concurso é testar a habilidade dos competidores no desenvolvimento de um método construtivo e produção de concreto com parâmetros determinados.

Conhecimento – Para a professora Cássia Silveira de Assis, a participação dos estudantes em competições como essas vai além da formação acadêmica. “Além de conhecer especialistas e profissionais de várias áreas da Engenharia Civil, tomar contato com empresas, os alunos têm acesso a cursos, resultados de pesquisas, congressos internacionais, visitas técnicas, favorecendo sua formação. É muito conhecimento agregado, diz ela”, assinalando que muitos representantes de empresas presentes nesses eventos procuram os alunos que se dedicam a atividades extracurriculares, porque sabem do comprometimento desses estudantes.

Márcio Estefano salienta que o ganho para os alunos tem início já na fase de preparação para os concursos.  “À medida que avança na pesquisa, o aluno aplica a interdisciplinaridade, uma vez que ele necessita dos conceitos de química, cálculo, ciência dos materiais, língua estrangeira, aprendizado de softwares especiais, enfim, conhecimentos variados para evoluir nos protótipos e poder concorrer”.  Outro ponto importante, é que esses alunos entram no mercado de trabalho sabendo das possibilidades, vantagens e desvantagens do CAD/CAR, sabendo como produzi-lo e aplicá-lo. “Esse fato constitui-se num diferencial para os nossos alunos, sem falar que eles estarão trabalhando com um concreto que causa menor impacto ambiental”.

Outras informações no endereço:  http://www.ibracon.org.br/eventos/51cbc/home.html

INSTITUTO MAUÁ DE TECNOLOGIA – IMT

O Instituto Mauá de Tecnologia - IMT é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, cujo objetivo principal é promover o ensino técnico-científico, visando a formação de recursos humanos altamente qualificados, que contribuam para o desenvolvimento socioeconômico do País.

Fundado em 11 de dezembro de 1961, o IMT foi autorizado pelo MEC, em janeiro de 2000, a criar seu Centro Universitário com sede no Campus de São Caetano do Sul, onde são oferecidos os cursos de graduação em Design do Produto, Engenharia e Tecnologia, além do programa de Pós-graduação em Engenharia de Processos Industriais. Nesse Campus também está instalado o Centro de Pesquisas, que por meio do desenvolvimento de projetos de pesquisa, trabalhos orientados por professores e estágios, complementa a formação dos alunos. No Campus de São Paulo estão a Escola de Administração Mauá e o Centro de Educação Continuada em Engenharia e Administração.

Mais Informações para a Imprensa:
Di Fatto Central de Comunicação
Rosane Toledo – rosane@difattocom.com.br
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(11) 5052.3004

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