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INFO MAUÁ Mauá
edição 173 - junho de 2026

Hackathons aproximam estudantes da Mauá de desafios reais da sociedade

Em parceria com a GM e o Instituto Adus, as iniciativas estimulam protagonismo estudantil, inovação, empatia e desenvolvimento de soluções aplicadas a problemas concretos da comunidade

A Mauá tem fortalecido, por meio de hackathons, uma formação cada vez mais conectada aos desafios reais da sociedade. Em iniciativas recentes,  em parceria com a GM e com o Instituto Adus, estudantes foram convidados a ir além da sala de aula para investigarem problemas concretos, proporem soluções criativas e desenvolverem projetos com potencial de impacto positivo para diferentes públicos.

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Participantes do hackathon colocam em prática conhecimentos técnicos para criar soluções com potencial de impacto social.

Mais do que competições de ideias, os hackathons promovidos pela Mauá funcionam como experiências intensivas de aprendizagem prática. Durante os eventos, os alunos assumem papel de protagonistas, compreendem o conteúdo apresentado pelos parceiros, analisam as necessidades dos usuários, trabalham em equipe, estruturam soluções, desenvolvem protótipos e apresentam suas propostas no final da jornada. 

A dinâmica aproxima a formação acadêmica das demandas da sociedade e reforça uma competência essencial para os profissionais do futuro, a capacidade de transformar conhecimento técnico em soluções  úteis, viáveis e centradas nas pessoas.

Acessibilidade como desafio de inovação

No hackathon Inclusivo, promovido pela GM no Campus de São Caetano, os alunos de Graduação foram desafiados a desenvolver projetos voltados à melhoria da experiência de pessoas com deficiência no uso de veículos da montadora.

O evento reuniu os estudantes diante de um tema de grande relevância social, a acessibilidade. A partir de desafios reais, os grupos precisaram pensar em recursos, adaptações e soluções que pudessem ampliar conforto, autonomia, segurança e inclusão para pessoas com deficiência.

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Alisson Sarmento - Gerente de Engenharia da GM, contribui para aproximar os estudantes de desafios reais e da cultura de inovação aplicada.

A iniciativa contou também com  o Inova Mauá, organização estudantil do Instituto Mauá de Tecnologia que desenvolve projetos, ideias e campanhas voltados à inovação e à sustentabilidade, para participar de  competições e hackathons em diferentes áreas do conhecimento. A atuação do grupo foi fundamental para fortalecer o ambiente colaborativo do evento, aproximando os estudantes da cultura de inovação aberta, da experimentação e da construção de soluções com impacto social.

A parceria permitiu que os alunos tivessem contato com demandas concretas do setor automotivo e compreendessem como a inovação pode ser aplicada para melhorar a vida das pessoas. Nesse contexto, a tecnologia deixa de ser apenas um instrumento técnico e passa a ser um meio de inclusão, mobilidade e transformação social.

“Essa iniciativa conecta duas importantes missões estratégicas da GM: inovar e criar valor em nossos produtos para todos os clientes e públicos, além de  se conectar com as universidades para atrair jovens talentos para o nosso time. Foi um dia cheio de ideias e contou com a participação dos times de Engenharia de Acessórios, Simulação Virtual e Marketing, explica Alisson Sarmento, Gerente de Engenharia da GM e Professor do Instituto Mauá de Tecnologia.

Empreendedorismo social e acolhimento de refugiados

Outra iniciativa foi o Hackathon de Empreendedorismo Social, realizado em parceria com o Instituto Adus, uma das maiores organizações de acolhimento de refugiados do Brasil. O evento tem como objetivo incentivar estudantes e desenvolver soluções inovadoras para desafios sociais enfrentados por pessoas refugiadas ao chegarem ao País.

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Prof. Rodrigo Gallo: "Ao enfrentar desafios reais, os estudantes desenvolvem empatia, pensamento crítico e a capacidade de criar soluções centradas nas necessidades das pessoas."

O Instituto apresentou aos participantes o contexto dos refugiados, explicou as principais dificuldades vividas por essas pessoas no Brasil e propôs problemas reais para serem analisados pelos grupos. Entre os desafios trabalhados nas últimas edições, estiveram temas como validação de diplomas, burocracia no sistema educacional, matrícula de filhos em escolas, obtenção de documentos e acesso ao sistema de saúde.

A experiência também teve um papel importante no desenvolvimento da empatia. “Muitos alunos conhecem a realidade dos refugiados apenas por notícias, reportagens ou conteúdos na internet e, ao entrarem em contato com problemas apresentados por uma organização que atua diretamente com esse público, passaram a compreender melhor a complexidade dessas trajetórias e a importância de pensar soluções que façam sentido para quem realmente irá utilizá-las”, aponta Rodrigo Gallo, coordenador do curso de Relações Internacionais da Mauá. 

Protagonismo, empatia e aprendizagem aplicada

Os hackathons reforçam uma característica central da formação promovida pela Mauá a integração entre conhecimento, prática e impacto social. Ao resolver problemas reais, os estudantes deixam de trabalhar apenas com hipóteses acadêmicas e passam a lidar com contextos concretos, marcados por limitações, urgências e necessidades humanas.

“A vivência amplia a percepção dos alunos sobre o papel da Engenharia, da Tecnologia e do Design, da gestão e da inovação na sociedade. Eles aprendem que uma boa solução não é aquela que parece eficiente apenas para quem a desenvolve, mas principalmente aquela que atende às necessidades de quem irá utilizá-la”, diz o Professor Rodrigo Gallo.

Mais do que desenvolver protótipos, os alunos desenvolvem uma postura profissional e cidadã. Aprendem a investigar antes de propor, a ouvir antes de decidir e a criar com foco em impacto. “A combinação de protagonismo, empatia e aplicação prática do conhecimento contribui para formar profissionais preparados para atuarem em diferentes setores com visão técnica, sensibilidade social e capacidade de gerar valor para a comunidade”, finaliza o Professor Alisson Sarmento.

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